A poluição do ar em ambientes internos e seus impactos na saúde humana

Nos dias 9 e 14 de agosto foram comemorados, respectivamente, o Dia Internacional da Qualidade do Ar e o Dia do Controle da Poluição Industrial. Essas são celebrações criadas para conscientizar sobre os riscos da poluição atmosférica, que, apesar de ser um tema presente em várias discussões relacionadas ao meio ambiente, tem sempre a atenção voltada de forma significamente maior à poluição atmosférica ao ar livre, deixando de lado a poluição do ar em ambientes fechados.

 

O que muitos não sabem é que a poluição atmosférica em ambientes fechados pode ser tão prejudicial à saúde quanto a poluição atmosférica ao ar livre, e que, apesar de muitas medidas estarem sendo tomadas pelos órgãos competentes, ainda há muito o que ser feito, a começar por ações praticadas em nosso cotidiano, que podem prejudicar consideravelmente a qualidade do ar e, consequentemente, nossa saúde e bem-estar.

 

Muitos de nós passamos a maior parte do nosso dia em recintos fechados – em casa, no trabalho ou na escola, e alguns poluentes atmosféricos podem apresentar elevadas concentrações nesses espaços, que estão sujeitos a receberem fontes de poluição, tanto do exterior quanto do interior do próprio recinto, que podem ser provocados pelos ocupantes e pelas ações praticadas pelos mesmos.

 

Fatores que afetam a qualidade do ar em recintos fechados

 

Quando pensamos em fontes que provocam a poluição interna, falhamos ao associar situações apenas ao fumo do tabaco que, apesar de ser um dos principais poluentes, não é o único fator que afeta a qualidade do ar em ambiente interno.

 

Alguns dos principais poluentes atmosféricos incluem o radão (um gás radioativo que se forma no solo), gases ou partículas gerados pela queima de combustíveis, o monóxido de carbono, produtos químicos e alergênicos.

 

Alguns fatores que podem provocar a poluição de um ambiente fechado, mas por não serem tão mencionados, muitas vezes são esquecidos, vão do ato de cozinhar, acender velas, incensos ou lareira, a utilização de materiais de construção, como o formaldeído em contraplacados, retardadores de chamas ou produtos de limpezas como as ceras e os polidores para limpar superfícies.

 

Nesses espaços internos, a existência de materiais e equipamentos poluentes, o desenvolvimento de microorganismos, a própria ocupação humana e a deficiente ventilação e renovação do ar, são alguns dos motivos para que tanto o número de poluentes quanto a sua concentração sejam, em geral, consideravelmente mais elevados do que no ar exterior.

 

A falta de renovação do ar, além de ser uma das fontes de poluição desses recintos, pode ser muito nociva à saúde, pois, o simples convívio de pessoas nesses locais, em qualquer época do ano, pode gerar dióxido de carbono (CO2), e se essa substância não passar por uma renovação pode provocar queda na produção, cansaço, sonolência e dificuldades respiratórias.

 

Há também a ameaça do desenvolvimento da bactéria da tuberculose, a Mycobacterium tuberculosis em ambientes sem renovação do ar e com pouca ou nenhuma incidência de luz natural.

 

Além dos problemas com a saúde, a falta de manutenção adequada prejudica a qualidade do ar em ambientes fechados trazendo prejuízos financeiros, uma vez que tubulações envelhecidas,  trocadores de calor obstruídos, filtros entupidos e a sujeira em geral acabam por sobrecarregar o sistema.

 

Sobrecarregado, não só a eficiência dos aparelhos é comprometida, como o consumo de energia é muito maior e ainda pode haver risco de pane, gerando um prejuízo ainda maior com a troca de peças ou substituição de todo o equipamento.

 

Medidas que garantem a qualidade do ar em ambientes fechados

Para esse assunto tão preocupante e recorrente, estão sendo criadas medidas que garantem a qualidade do ar em ambientes fechados. Tanto a Anvisa quanto o Ministério da Saúde pensaram nessas medidas que servem como um verdadeiro atestado a saúde. No entanto, o grau de adesão às exigências legais ainda não é considerado ideal por diversos fatores, entre eles a falta de conhecimento dessas regras e a própria falta de fiscalização pelos órgãos reguladores.

 

Além dessas medidas, existem muitas situações que requerem pequenas soluções e que podem começar por cada um de nós, como por exemplo: alterações em nossos hábitos, substituição de alguns materiais utilizados na decoração ou de produtos usados na limpeza ou um ajustamento das taxas de ventilação dos espaços internos.

 

Devemos ter em mente uma utilização mais racional dos nossos recursos, dar mais atenção a qualidade do ar de recintos fechados, sem esquecer de que essas mudanças em nossos hábitos e a adesão de serviços que envolvem soluções em climatizações possibilitam uma melhoria em nossa saúde e bem-estar, afinal, esses recintos são os lugares que passamos a maior parte de nossas vidas.

 

Referências:

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/1998/prt3523_28_08_1998.html

 

https://www.eea.europa.eu/pt/sinais-da-aea/sinais-2013/artigos/a-qualidade-do-ar-em

 

http://testobrasil.com.br/blog/qualidade-ar-de-ambientes-internos-tem-impacto-na-saude/

 

https://www.dufrio.com.br/blog/ar-condicionado/comercial/qualidade-ar-em-ambientes-fechados-evita-doencas-e-garante-bem-estar-pessoal/