Merck: um estudo de caso sobre tecnologia e responsabilidade

É sempre um grande desafio para qualquer fornecedor de serviços lidar com grandes empresas que tenham renome no mercado; afinal, por mais que todas elas – pequenas, médias e grandes – tenham muita importância para o ecossistema em que atuam, as grandes e tradicionais são, historicamente, responsáveis por entregar mais resultados, empregar e atender diretamente mais pessoas.

Imagine, então, a responsabilidade de prestar serviços para uma empresa fundada em 1668 (isso mesmo, 1600, você não leu errado) e estar, quase 400 anos depois, ativa em 66 países.

Esse é o caso da Merck, empresa farmacêutica e química mais antiga do mundo, que presta serviços a nível global. Líder nos setores de cuidados com a Saúde, Life Science e Performance Materials, ela tem no mundo, hoje, cerca de cinquenta mil colaboradores que trabalham em sistema de ponta para pesquisa científica e de produção.

Um dos principais objetivos de existir da Merck é desenvolver tecnologias que melhorem e prolonguem a vida humana: fármacos para tratamento de câncer ou esclerose múltipla são assuntos constantes nos corredores e laboratórios da empresa.

Resumindo, entrar com qualquer tipo de prestação de serviço dentro de uma empresa desse porte é, além de uma grande honra, uma enorme responsabilidade. O desafio foi lançado e nós, da Heating Cooling, abraçamos a oportunidade de braços abertos.

Um ciclo de mudanças

Para melhorar suas instalações e ampliar seu potencial de negócios, a unidade de produção da Merck em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, está passando por uma série de modernizações que atendam aos interesses da empresa e aos padrões de qualidade determinados pelos órgãos fiscalizadores da indústria farmacêutica.

Nessa unidade, especificamente, são produzidos fármacos de origem química e biológica vendidos no mercado sob prescrição médica. A área também assina a produção de medicamentos de referência e genéricos voltados para áreas como diabetes, cardiologia, saúde feminina e distúrbios metabólicos e gastrointestinais.

Inicialmente, a Heating Cooling foi contratada para fornecer os sistemas de condicionamento de ar da nova área de pesagem dessa unidade, além do upgrade nas áreas das linhas de embalagem de hormônios.

Na sequência, recebemos o pedido para o projeto de climatização, da ampliação e reforma do depósito da empresa, propiciando uma otimização de recursos e uma dedicação ainda maior ao empreendimento.

Todas essas que citamos são áreas limpas que respondem ao padrão farmacêutico Grau D (ISO Classe 8), e que trabalham sob rígido controle de temperatura e umidade relativa, com funcionamento 24 horas.

Para atender às expectativas de áreas tão importantes quanto essas, a Heating Cooling conta com sua experiência de mercado, que a permite trabalhar com as diversas classes de pureza e demais requisitos requeridos pelas normas de salas limpas para a indústria farmacêutica.

Aplicação de tecnologias e sistemas

O projeto da Heating Cooling para a Merck compreende o fornecimento de 14 unidades de tratamento de ar (UTAs) e toda a automação dos sistemas de funcionamento da climatização nesses ambientes, incluindo os componentes desse sistema. A água gelada, bem como o vapor necessário ao processo seriam fornecidos pela Merck.

Fazem parte do fornecimento dessas unidades:

  • Redes de dutos de distribuição de ar.
  • Redes hidráulicas de água gelada e vapor.
  • Painéis elétricos e de automação.
  • Conjuntos Bag-In e Bag-Out com filtros de ar H-13 nos sistemas de exaustão.

Visando a eficiência energética dos sistemas, os condicionadores de ar da área de hormônios estão sendo providos de um ciclo economizador, contando com uma roda entálpica que funciona como recuperadora de calor e, assim, reduzindo a carga térmica devido ao ar externo requerido pelo processo.

Todas as salas de Hormônios e Pesagem atendidas pelos sistemas têm controle individual de pressão, feito através de caixas de volume de ar constante ou variável, de modo a garantir a cascata de pressão pré-estabelecida para o funcionamento do projeto.

Mas aí também existe uma nova responsabilidade: quando falamos de áreas farmacêuticas, como é o caso desse cliente, todo o fornecimento deve seguir os pré-requisitos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e as instruções do GAMP 5 (guia de Boas Práticas de Manufatura Automatizada, publicado em 2008), com registros eletrônicos, conforme a norma da FDA (Food and Drug Administration, dos Estados Unidos), na parte 11 de seu CFR (Code of Federal Regulations).

Conhecido como FDA 21 CFR Part 11, esse conjunto de normas a ser seguido é constituído por requisitos de segurança para empresas do mundo todo que atuam no segmento de ciências da vida, provando que registros e assinaturas eletrônicas dentro desse ambiente são legítimos e autênticos. Assim, o papel vira apenas um acessório e as operações ganham mais agilidade e segurança em seus processos individuais.

Resumindo, todo o sistema a ser instalado e automatizado pela Heating Cooling deverá também seguir padrões de segurança internacionais, de modo a permitir a sua qualificação e validação em conformidade com os protocolos farmacêuticos.